Chiado ao frear é o ruído agudo produzido durante a frenagem, resultado de vibração de alta frequência entre a pastilha e o disco.
Nem sempre é defeito
Pastilhas de composto mais duro, especialmente as sinterizadas, tendem a chiar mais. Chiado leve, sem perda de eficiência, pode ser característica do material.
Pastilha no limite
Muitas pastilhas têm indicador sonoro: uma lâmina metálica que toca o disco quando o material chega ao fim. Chiado contínuo e metálico costuma ser esse aviso.
Ignorá-lo leva ao contato do suporte metálico com o disco — dano bem mais caro.
Contaminação
Óleo, graxa ou fluido na pastilha alteram o atrito e produzem ruído, além de reduzir a eficiência. Material contaminado não se recupera com limpeza e precisa ser substituído.
Vidrado na superfície
Superfície da pastilha ou do disco pode ficar espelhada por superaquecimento ou por uso muito leve. Lixamento leve da pastilha e do disco frequentemente resolve.
Pinça suja
Pó de freio acumulado e pinos de deslizamento presos fazem a pastilha trabalhar torta e vibrar. Limpeza e lubrificação dos pinos com produto compatível é parte da solução.
Disco com desgaste irregular
Sulcos, degrau na borda ou espessura desigual criam variação no atrito durante a rotação. Medir o disco é parte do diagnóstico, não etapa opcional.
Antirruído
Lâminas e pastas específicas amortecem a vibração entre a pastilha e o pistão. Instalação sem esses componentes, quando o projeto os prevê, causa chiado.
Chiado com perda de eficiência
Quando o ruído vem acompanhado de frenagem fraca, deixa de ser questão de conforto. Nesse caso, a investigação precisa cobrir contaminação, pinça travada e estado do disco.
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