Motor de dois tempos completa o ciclo de trabalho em uma única volta do virabrequim, contra duas do motor quatro tempos. Isso resulta em uma explosão por volta e maior potência específica.
Como funciona
Não há válvulas comandadas: janelas na parede do cilindro são abertas e fechadas pelo próprio pistão. Admissão, compressão, expansão e escape se sobrepõem em duas fases do curso.
Lubrificação por mistura
O óleo é misturado ao combustível ou injetado na admissão, lubrificando o motor e sendo queimado no processo. É por isso que esses motores produzem fumaça característica e consomem óleo por projeto.
Proporção da mistura
Proporção errada tem consequência imediata: óleo de menos leva a engripamento; óleo demais produz depósito de carvão e sujeira na vela e no escape. Respeitar a especificação do fabricante não admite improviso.
Janelas e carvão
O acúmulo de carbono nas janelas de escape restringe a passagem e derruba o rendimento. Limpeza periódica é manutenção prevista, não reparo de exceção.
Escapamento é parte do motor
O sistema de escape de dois tempos participa do processo de admissão por efeito de ondas de pressão. Escape entupido por resíduo ou substituído por outro de geometria diferente altera bastante o desempenho.
Retentores do virabrequim
No dois tempos, o cárter faz parte do circuito de admissão. Retentor com vazamento admite ar falso, empobrece a mistura e pode levar ao engripamento — falha típica e nem sempre lembrada no diagnóstico.
Vela conta a história
O aspecto do eletrodo indica com clareza se a mistura está rica ou pobre. Em dois tempos, essa leitura é ainda mais importante, porque mistura pobre destrói o motor rapidamente.
Onde ainda são usados
Motocross, algumas motos off-road e aplicações que valorizam peso reduzido e potência específica. A manutenção é mais frequente, e o cliente precisa saber disso desde o início.
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