Óleo mineral é o lubrificante obtido diretamente do refino do petróleo, sem o processamento adicional que caracteriza os sintéticos. É o de menor custo entre as opções.
Características
Menor estabilidade térmica, degradação mais rápida em temperatura alta e maior variação de viscosidade com a temperatura, comparado aos sintéticos.
Quando é adequado
Motores mais simples, de baixa cilindrada, com folgas maiores e uso urbano moderado. Muitos fabricantes ainda especificam mineral para modelos de entrada.
Intervalo mais curto
Por degradar mais rápido, exige troca em intervalos menores. Usar mineral com o intervalo previsto para sintético é a combinação que destrói motor.
A economia por litro se perde quando a frequência de troca é maior — a conta real precisa considerar isso.
Motor com quilometragem alta
Em motores muito rodados, com folgas maiores, o mineral de viscosidade adequada às vezes se comporta melhor que um sintético fino. É situação específica, não regra geral.
Amaciamento
Alguns fabricantes recomendam mineral no período inicial, para favorecer o assentamento dos anéis. Nesse caso, a indicação vem do fabricante e deve ser seguida.
Especificação, não tipo
O que define a adequação é a classificação de viscosidade e a norma de desempenho indicada no manual, não a base do óleo. Mineral que atende à especificação é adequado; sintético fora dela, não.
Compatibilidade com embreagem
Continua valendo a exigência de compatibilidade com embreagem úmida. Óleo automotivo mineral com modificadores de atrito causa patinação igualmente.
Não misture bases
Completar mineral com sintético não causa dano imediato, mas o resultado é um lubrificante com características indefinidas. Em completar emergencial é aceitável; como prática, não.
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