Ponto cego é a região ao redor de um veículo que o condutor não consegue enxergar nem diretamente nem pelos espelhos. Para o motociclista, o tema tem duas faces: o próprio ponto cego e o dos veículos ao redor.
A moto no ponto cego do carro
É a situação mais perigosa. Carros têm ponto cego amplo nas laterais traseiras, e a moto — estreita — desaparece nele com facilidade. Boa parte das colisões por mudança de faixa nasce daí.
Como reduzir o risco
Não permanecer nessa região: acelerar para ultrapassar ou recuar para ficar visível. Posicionar-se de forma que o rosto do motorista apareça no espelho é a referência prática mais usada.
O ponto cego da própria moto
Espelhos de motocicleta cobrem menos que os de carro e vibram. A checagem sobre o ombro antes de mudar de faixa é procedimento de segurança, não excesso de cuidado.
Regulagem dos espelhos
Espelho mal ajustado mostra o próprio braço do piloto em vez da via. Regular para maximizar o campo útil é ajuste de dois minutos que a oficina pode oferecer na entrega.
Espelho que vibra
Vibração excessiva torna o espelho inútil justamente na velocidade em que ele mais importa. Fixação frouxa, coxim ressecado e desbalanceamento do motor são causas verificáveis.
Corredor entre veículos
Transitar entre faixas coloca a moto no ponto cego de dois veículos simultaneamente. Reduzir a velocidade relativa e antecipar movimentos dos carros é o que reduz o risco nessa situação.
Visibilidade ativa
Farol aceso, roupa clara ou refletiva e posicionamento na faixa aumentam a chance de ser visto. Nenhum deles substitui a premissa de conduzir supondo que não se está sendo visto.
Papel da oficina
Verificar espelhos, faróis e sinalização em cada revisão contribui diretamente para a segurança do cliente. São itens baratos com efeito desproporcional.
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