Árvore de comando de válvulas é o eixo com ressaltos — os cames — que abre as válvulas no momento exato do ciclo do motor. Gira sincronizada ao virabrequim, na metade da rotação dele em motores quatro tempos.
O perfil do came define o motor
A forma do ressalto determina quanto e por quanto tempo a válvula fica aberta. Perfis diferentes produzem motores com características completamente distintas — torque em baixa ou potência em alta.
Sincronismo é crítico
Se o comando sair de fase em relação ao virabrequim, as válvulas abrem no momento errado. O motor perde rendimento imediatamente e, em motores de folga apertada, a válvula pode encontrar o pistão.
Corrente alongada, tensionador falho e guia desgastada são as causas mais comuns de perda de sincronismo.
Marcas de sincronismo
Toda montagem depende do alinhamento das marcas do comando com as do virabrequim. Errar um dente da engrenagem já produz motor que funciona mal — e às vezes nem funciona.
Desgaste dos cames
A superfície de contato com o balancim ou tucho desgasta quando falta filme de óleo. Came cavado altera o curso de abertura, reduz o rendimento e produz ruído mesmo com folga corretamente regulada.
Lubrificação é a condição de vida
O comando fica na parte alta do motor e é dos últimos pontos a receber óleo na partida. Óleo velho, nível baixo e partidas frequentes a frio com aceleração alta castigam justamente essa região.
Mancais do comando
Em muitos motores, o comando gira diretamente sobre o alumínio do cabeçote. Folga excessiva ali significa perda de pressão de óleo e desgaste que exige recuperação do cabeçote, não apenas troca do eixo.
Verificação
Inspeção visual dos cames, medição da altura do ressalto contra a especificação e verificação da folga nos mancais. Comando com came marcado deve ser avaliado junto com o balancim correspondente — os dois desgastam em par.
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