Cálculo da hora produtiva é o método que determina quanto a oficina precisa cobrar por hora de serviço para cobrir todos os seus custos e gerar lucro. É a base de qualquer precificação de mão de obra que não seja chute.
O erro de dividir pelas horas pagas
A conta intuitiva é somar os custos do mês e dividir pelas horas de expediente. Ela subestima o valor porque nem toda hora paga é vendida: parte é consumida por espera de peça, espera de aprovação, retrabalho e falta de serviço.
Dividir por horas que não geram receita produz um preço que não fecha a conta.
A conta correta
Some todos os custos fixos mensais — aluguel, salários com encargos, energia, sistema, seguro, pró-labore — e adicione a margem de lucro pretendida. Divida esse total pelas horas efetivamente vendidas no mês, não pelas horas de expediente.
Se de 160 horas pagas por mecânico apenas 100 são faturadas, é por 100 que se divide.
Onde a maioria erra
Esquecer o pró-labore do dono é o erro mais frequente. Quando o proprietário também executa serviço e não se remunera como mão de obra, a hora sai artificialmente barata e a oficina opera com prejuízo disfarçado.
Peça é conta separada
A hora produtiva cobre a operação e a mão de obra. A margem sobre peça é outra conta. Misturar as duas — cobrar barato na hora e compensar na peça — torna impossível saber qual das duas está sustentando a oficina.
Revise periodicamente
Aumento de aluguel, contratação, conta de energia mais alta: todos alteram o resultado. Hora calculada uma vez e nunca revista fica desatualizada em poucos meses e corrói a margem sem que ninguém perceba.
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