Custo de estoque parado é o prejuízo gerado por peças compradas que permanecem na prateleira sem serem vendidas. Não é apenas dinheiro imobilizado — é dinheiro imobilizado que continua perdendo valor.
As camadas do custo
O capital investido poderia estar em outra peça, de giro rápido, ou simplesmente disponível para o caixa. Some a isso o espaço ocupado, o risco de obsolescência quando o modelo sai de linha e a deterioração de itens com validade, como fluidos e borrachas.
Como o estoque parado se forma
Compra por promoção de fornecedor, peça encomendada para serviço que o cliente não aprovou, e compra por palpite de que "vai sair". As três produzem prateleira cheia e caixa vazio.
Identifique pelo giro
Liste as peças que não tiveram saída nos últimos seis ou doze meses. Esse relatório costuma revelar uma fatia relevante do valor total do estoque parada em itens que quase nunca são vendidos.
O que fazer com o encalhe
Peça sem giro não melhora com o tempo — ela piora. Venda com desconto, devolução negociada com o fornecedor ou troca com outra oficina recuperam parte do capital. Manter na prateleira esperando o cliente certo é a decisão mais cara.
A promoção que sai cara
Fornecedor que oferece desconto por volume está transferindo o custo de estoque dele para a oficina. O desconto só compensa se a peça girar dentro de um prazo razoável; em item de baixa saída, o desconto de hoje é capital travado por um ano.
A conta a fazer antes de aceitar é simples: em quantos meses esse volume será vendido, no ritmo histórico de saída?
Prevenção
Definir estoque mínimo baseado no histórico de consumo, e não em impressão, é o que evita a formação do problema. Peça de giro comprovado justifica estoque; peça de demanda ocasional é melhor comprada sob encomenda, mesmo com prazo maior.
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