Custo variável é aquele que só existe porque determinada venda aconteceu. Se o serviço não fosse executado, ele não seria incorrido. A classificação parece técnica, mas é o que permite calcular margem de contribuição e ponto de equilíbrio corretamente.
O que é variável em oficina
- Peças aplicadas no serviço.
- Consumíveis: estopa, desengraxante, limpa contatos, luvas, abraçadeiras.
- Taxa de recebimento — cartão, antecipação.
- Comissão vinculada ao serviço, quando existir.
- Impostos que incidem sobre a operação.
- Frete de peça comprada especificamente para aquele serviço.
O teste que resolve a dúvida
A pergunta é direta: eu teria esse custo se nenhuma moto entrasse este mês? Se a resposta for não, é variável. Se for sim, é fixo.
Aluguel, salários da equipe fixa, pró-labore, contador e software são fixos — existem independentemente do movimento.
Por que a classificação importa
A margem de contribuição é o preço menos os custos variáveis daquela venda. É ela que, dividida sobre a receita, alimenta o cálculo do ponto de equilíbrio.
Classificar custo fixo como variável infla os variáveis, reduz a margem aparente e produz um ponto de equilíbrio artificialmente alto. Classificar variável como fixo faz o contrário — e leva a aceitar serviço que não cobre o próprio custo.
Os que costumam ser esquecidos
Taxa de cartão e consumíveis são os dois mais frequentemente ignorados. A primeira reduz silenciosamente o valor recebido; os segundos são baratos individualmente e relevantes somados.
Ignorar os dois superestima a margem de cada serviço — e a distorção cresce com o volume.
Semivariáveis existem
Energia elétrica tem uma parcela mínima que existe com a oficina parada e uma parcela que cresce com o uso de equipamentos. Para efeito prático, costuma-se tratar a parcela mínima como fixa e o excedente como variável.
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