Depreciação é a perda de valor que ferramentas, elevadores, compressores e equipamentos de diagnóstico sofrem ao longo do tempo e do uso. É um custo real, ainda que não haja desembolso mensal.
Por que contabilizar
Um scanner comprado hoje precisará ser substituído em alguns anos. Se a oficina não reservou nada ao longo desse período, a substituição vira um desembolso pesado e não planejado — e frequentemente adiado, com prejuízo para a capacidade técnica.
Como estimar de forma prática
Divida o valor do equipamento pelo número de meses de vida útil esperada. O resultado é o custo mensal daquele item, que deve compor os custos indiretos e, por consequência, o valor da hora.
Não é preciso precisão contábil para uso gerencial — uma estimativa razoável já é muito melhor que ignorar o custo.
Equipamento de diagnóstico deprecia diferente
Ferramenta mecânica pode durar décadas. Scanner e equipamento eletrônico ficam obsoletos por atualização de protocolo e novos modelos de moto, não por desgaste. A vida útil desses itens é definida pela tecnologia, e costuma ser bem mais curta.
Reserva de reposição
O ideal é que o valor depreciado no mês fique separado em reserva. Assim a substituição é feita quando necessária, e não quando o caixa permite — que costuma ser depois de perder serviços por falta de equipamento.
Manutenção não elimina a depreciação
Cuidar bem do equipamento prolonga a vida útil e reduz o custo mensal, mas não anula a perda de valor. Elevador bem conservado ainda precisará ser substituído um dia — o que muda é quando.
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