Fluxo de caixa projetado é a previsão de entradas e saídas de dinheiro nos próximos dias, semanas ou meses. Serve para antecipar quando faltará ou sobrará recurso.
Diferente do fluxo realizado
O realizado registra o que já aconteceu; o projetado antecipa. É o projetado que permite agir antes do problema — negociar prazo, adiar compra, antecipar recebível.
O que entra na projeção
Recebimentos previstos de serviços já faturados, parcelas de cartão a receber, contas a pagar com vencimento, folha, impostos e compras programadas.
Prazo de cartão distorce
Venda parcelada gera recebimento espalhado por meses. Oficina com muito parcelamento fatura bem e recebe devagar — descasamento que só o fluxo projetado revela.
Horizonte adequado
Projeção de trinta a noventa dias costuma ser suficiente para oficina. Prazo maior tem incerteza alta demais; menor não dá tempo de reagir.
Atualize com frequência
Projeção feita uma vez e nunca revisada perde utilidade rápido. Atualização semanal, dentro da rotina de gestão, mantém o instrumento vivo.
Inclua os sazonais
Décimo terceiro, férias, impostos anuais e seguro têm vencimento conhecido e valor alto. São justamente os que pegam a oficina desprevenida quando ficam de fora da projeção.
Cenário conservador
Projetar recebimento otimista e despesa mínima produz uma previsão que nunca se confirma. Considerar atraso de recebimento e alguma despesa imprevista torna o instrumento confiável.
O que fazer com o alerta
Projeção que aponta falta em três semanas dá tempo de agir sem custo alto. A mesma falta descoberta no dia do vencimento se resolve com juros — e é essa diferença que justifica o esforço.
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