Tempo médio de reparo é quanto tempo, em média, uma moto permanece na oficina desde a abertura da ordem de serviço até a entrega. É o indicador que sustenta qualquer promessa de prazo — e o que revela onde a operação trava.
Execução e permanência são coisas diferentes
Um serviço pode exigir duas horas de bancada e a moto ficar cinco dias no pátio. A diferença é tempo de espera, não de trabalho.
Medir apenas a execução esconde o problema real. Medir a permanência mostra ao cliente o que ele de fato experimenta — e é a permanência que ele avalia.
Onde o tempo se perde
- Espera de aprovação: orçamento enviado e sem resposta, com a moto ocupando espaço.
- Espera de peça: normalmente sintoma de parâmetro de estoque mal calibrado.
- Fila interna: a moto entrou mas ninguém começou.
- Retrabalho: serviço refeito consome o dobro do tempo previsto.
- Espera de retirada: serviço pronto e cliente não avisado ou não disponível.
Separar o tempo total nessas etapas mostra qual atacar primeiro. Reduzir a espera de aprovação costuma ser o ganho mais rápido e mais barato.
Como usar o indicador
Acompanhado por tipo de serviço, ele permite prometer prazo com base em histórico em vez de otimismo. Um prazo prometido e cumprido vale mais para a retenção do que um prazo curto e descumprido.
Ele também revela sazonalidade: se a permanência cresce em determinados períodos, a capacidade precisa ser ajustada — ou o prazo comunicado precisa mudar naquelas semanas.
Registro é pré-requisito
Sem data e hora de abertura, de aprovação, de início de execução e de encerramento, o indicador não existe. É o tipo de dado que só é gerado se a ordem de serviço acompanhar o fluxo de verdade, e não for preenchida toda no fim.
Quer organizar sua oficina de verdade?
Receba uma demonstração do MotoFix aplicada à rotina da sua oficina. Seus dados serão usados apenas para este contato.