Bronzina é o mancal de deslizamento usado em pontos como biela e virabrequim. Diferente de um rolamento, ela não tem elementos rolantes: o eixo desliza sobre uma película de óleo sob pressão.
A película é tudo
Em funcionamento normal, o eixo não toca a bronzina — ele flutua sobre óleo pressurizado. A superfície do mancal é projetada para suportar os momentos em que essa película é insuficiente, como na partida.
É por isso que a bronzina é o componente mais sensível a falhas de lubrificação: sem pressão de óleo adequada, o contato metálico ocorre e o dano é rápido.
O que a destrói
- Pressão de óleo insuficiente, por bomba desgastada ou nível baixo.
- Óleo degradado ou fora da especificação.
- Contaminação por partículas, que riscam a superfície.
- Contaminação por líquido de arrefecimento, que compromete a lubrificação.
- Superaquecimento.
- Folga incorreta na montagem.
- Detonação persistente, que impõe picos de carga.
Sinais de problema
Ruído metálico profundo que acompanha a rotação, mais audível sob carga; queda na pressão de óleo; e presença de partículas não ferrosas no óleo — de aparência clara e não atraídas pelo ímã do bujão.
Essa última evidência é bastante específica e vale ser observada em toda troca de óleo.
Folga tem valor especificado
A montagem exige folga dentro da faixa do manual. Folga insuficiente impede a formação da película; excessiva reduz a pressão do sistema e permite contato em condição de carga.
Bronzinas são fornecidas em medidas diferentes justamente para acomodar eixos usinados.
Não insista
Ruído associado a bronzina em uso continuado evolui rapidamente para dano no eixo — o que muda completamente o escopo do reparo. É sintoma que pede interromper o uso.
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