Estoque máximo é a quantidade limite que a oficina define para cada item. Ultrapassá-la significa capital imobilizado sem retorno proporcional e risco crescente de obsolescência.
Por que existe um teto
Estoque mínimo evita ruptura; estoque máximo evita excesso. Sem os dois parâmetros, a compra oscila entre faltar e sobrar, e nenhuma das situações é boa.
Como definir
A partir do consumo médio no período de reposição, somado a uma margem de segurança. Item com consumo de dez unidades por mês e reposição em uma semana não precisa de cinquenta em prateleira.
Promoção de fornecedor
É a principal causa de estoque acima do máximo. O desconto por volume só compensa se o item girar em prazo razoável — em peça de baixa saída, o desconto de hoje é capital travado por um ano.
Itens com validade
Fluidos, lubrificantes e peças de borracha têm prazo. Estoque máximo desses itens precisa considerar a validade, não apenas o giro — produto vencido é perda integral.
Peça de modelo em descontinuação
Item de moto que está saindo de circulação tem demanda decrescente. Manter estoque alto desses componentes é acumular encalhe previsível.
Espaço também é custo
Prateleira ocupada por item parado é espaço que não abriga o que gira. Em oficina com estoque pequeno, isso tem efeito prático direto na disponibilidade dos itens que importam.
Limite de crédito também é limite
Comprar até o teto do crédito com o fornecedor deixa a oficina sem margem para uma compra urgente. O estoque máximo precisa considerar essa folga, não apenas o giro do item.
Revise periodicamente
Consumo muda com a sazonalidade e com o perfil de clientes. Parâmetro definido há dois anos e nunca revisto provavelmente já não corresponde à realidade.
Uma revisão anual dos parâmetros dos itens de maior valor já captura a maior parte do desajuste.
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