Saldo em estoque é a quantidade disponível de um item em determinado momento, resultante de todas as entradas menos todas as saídas registradas.
Saldo do sistema e saldo físico
O primeiro é o que o registro diz; o segundo é o que existe na prateleira. Quando divergem, o problema está sempre no registro — a prateleira não mente.
Causas de divergência
Peça retirada sem lançamento, entrada não registrada, erro de contagem, avaria não baixada, devolução não processada e furto.
Na esmagadora maioria dos casos, é o primeiro item da lista.
Saldo negativo
Sistema que permite saldo negativo está indicando que houve saída sem entrada correspondente. É sinal claro de nota de entrada não lançada — e não deve ser simplesmente ajustado.
Saldo disponível e reservado
Peça separada para uma OS aprovada existe fisicamente, mas não está disponível para outro serviço. Sistemas que distinguem os dois evitam a promessa de peça já comprometida.
Peça em trânsito
Item comprado e ainda não recebido não é saldo. Contá-lo como disponível gera promessa de prazo que não se cumpre.
Ajuste exige análise
Corrigir o saldo para bater com a prateleira sem investigar a causa apaga a informação. A divergência é o dado — o ajuste sem análise elimina justamente o que permitiria evitar a próxima.
Inventário rotativo mantém o saldo confiável
Contar poucos itens toda semana, priorizando os de maior valor e maior giro, mantém a divergência pequena e rastreável. É mais eficaz que um inventário anual completo.
Confiança é o objetivo
Saldo em que a equipe não confia leva todo mundo a conferir a prateleira antes de qualquer decisão. Nesse ponto, o sistema deixou de agregar e virou digitação sem retorno.
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